by LUIZ ARIAS

larias@usp.br

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


RIO VERMELHO

Não sei se agrado

Ou se sufoco

Tanto querer perto

Apenas faz afastar

Te digo tudo

Não sei se de jeito bruto

Mas você emudece

Não sei se sorri ou se envaidece

O silêncio me maltrata

Tem cara de adeus

Você diz que isso é intriga

Que fico arranjando briga

E se fecha mais para mim

Daqui a pouco não resta mais nada

Nem silêncio, nem mágoa

Apenas um talvez

Quero então pedir desculpa

Por te amar demais

Desculpa pelo sangue

Que ainda não veio

Que acumula em meu ventre

E faz subir a raiva

E descer lágrimas

De manha faço café para ti

E se não vens

Não te preocupes

Guardo-me para ti

Mais um dia

Quem sabe sem histeria

Ou melancolia

Que o rio vermelho levará

 

 

 

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