by LUIZ ARIAS

larias@usp.br

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CARANGUEJO


CARANGUEJO

Um grande ufa

Pela caminhada exaustiva

Cheguei às pedras

Lá, escondido ou camuflado

Um pequeno crustáceo

Escondendo-se ou camuflando-se

De mim

Às vezes também não sei

Se me escondo ou se me camuflo

Vem a onda, e o pequenino foge

 Agarra-se as pedras

Escondo sentimentos e verdades

Pensamentos e mentiras

Agarro-me ao cômodo

O que esconde

O meu novo e temeroso

Amigo?

Será do monstro visto em mim

 Sem capacidade para se opor?

Eu com tantos medos e temores

Pondo medo em alguém

Qua, qua, qua

Que covarde sou eu

Com medo de alguém do meu tamanho

Com medo de ti

Não, definitivamente não

 

Medo dos sentimentos despertos por ti

Medo de dizer que és minha amada

E ouvir sonora gargalhada

Da boca desejada

Que covarde sou eu

Apenas enfrento o mar

 Em relação à variação de temperatura

Mas minha têmpora dura

Prefere o silêncio

À ousadia 

Mais uma onda

Muito forte, me molha e derruba meu companheiro

A maré o leva embora

Tantos pensamentos e sentimentos

Indo e vindo

Como as ondas do mar

O que será que pensa

O caranguejo

Devia perguntar

Não é mais possível

A onda o levou embora

Adeus

Que espero

Nunca te dar

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