CARANGUEJO
Um grande ufa
Pela caminhada exaustiva
Cheguei às pedras
Lá, escondido ou camuflado
Um pequeno crustáceo
Escondendo-se ou camuflando-se
De mim
Às vezes também não sei
Se me escondo ou se me camuflo
Vem a onda, e o pequenino foge
Agarra-se as pedras
Escondo sentimentos e verdades
Pensamentos e mentiras
Agarro-me ao cômodo
O que esconde
O meu novo e temeroso
Amigo?
Será do monstro visto em mim
Sem capacidade para
se opor?
Eu com tantos medos e temores
Pondo medo em alguém
Qua, qua, qua
Que covarde sou eu
Com medo de alguém do meu tamanho
Com medo de ti
Não, definitivamente não
Medo dos sentimentos despertos por ti
Medo de dizer que és minha amada
E ouvir sonora gargalhada
Da boca desejada
Que covarde sou eu
Apenas enfrento o mar
Em relação à variação
de temperatura
Mas minha têmpora dura
Prefere o silêncio
À ousadia
Mais uma onda
Muito forte, me molha e derruba meu companheiro
A maré o leva embora
Tantos pensamentos e sentimentos
Indo e vindo
Como as ondas do mar
O que será que pensa
O caranguejo
Devia perguntar
Não é mais possível
A onda o levou embora
Adeus
Que espero
Nunca te dar
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